quinta-feira, 27 de julho de 2017

# Leitura # Literatura

Paris é uma Festa - Ernest Hemingway




Breve Resenha

Li esse livro maravilhoso após ter assistido a um dos filmes que mais amei na minha vida: "Meia Noite em Paris" de Wood Allen, pois o filme foi inspirado nesse livro. “Paris é uma Festa” traz as memórias parisienses de Ernest Hemingway. Uma obra baseada em fatos reais, mas que pode ser lida como uma ficção. É possível sentir em cada página o carinho de Hemingway por esse tempo já distante de sua vida. Como o livro foi escrito na década de 50, fica perceptível a saudade com que o autor lembra da rotina que vivia, dos lugares que frequentava (entre eles a famosa livraria Shakespeare and Company, ponto de encontro de escritores que anos depois se tornariam pilares da literatura mundial) e das pessoas que conhecia andando a esmo, entrando em um café aqui, em um bar ali e que, eventualmente, se tornavam amigos. Entre elas, James Joyce, Gertrude Stein, Ezra Pound, Ford Madox Ford e, claro, Scott Fitzgerald (que na época começava a ser reconhecido pela crítica – embora não pelo público – por “O Grande Gatsby”). Este último ganha um capítulo à parte no qual Hemingway fala sobre a convivência com o amigo, deixa clara sua admiração ao colega escritor, e discorre um pouco a respeito do complicado relacionamento de Scott e Zelda. 
Havia dias em que Hemingway não tinha dinheiro ao menos para almoçar e não devia ser menos frustrante não ter quase ninguém interessado em seus textos, mas apesar das dificuldades, fica claro que aqueles eram tempos leves e felizes. Tempos em que ele ainda não enfrentava problemas como alcoolismo e depressão. O triste é saber que foi durante a revisão destas memórias - em meio a lembranças felizes de um tempo em que a vida lhe dava tão pouco, mas parecia satisfazer-lhe, com um talento absurdo transbordando em cada linha - que Hemingway se suicidou. O livro foi revisado por sua viúva e publicado postumamente.
Confesso que tanto o filme, como o livro, abriram um leque de artistas que eu não conhecia e que me encantaram, fiquei feliz por participar um pouquinho dessa Paris que era uma festa. 



Ernest Hemingway



Eu não conhecia Hemingway, tampouco sua obra, mas fiquei encantada com seu estilo bem realista, nada sentimental, e também sua grande dedicação à Literatura, um escritor nato, tenho certeza que qualquer livro dele que eu leia, eu iria gostar, muito talentoso.


F. Scott Fitzgerald



Encantada com Scott no filme, fui procurar saber mais sobre ele e li sua principal obra: "O Grande Gatsby", e o conto "O Diamante do tamanho do Ritz"; gostei demais, simplismente fantástico. Ele e sua mulher Zelda, eram muito apaixonados e como escritores os dois, havia uma certa concorrência. Segundo Hemingway, Zelda tinha inveja do talento de Scott e consequentemente ela o atrapalhava e por isso Scott escreveu pouco. Mas Scott estava tão cego de amor que não percebia, mas Zelda tinha problemas psicológicos e chegou até a ser internada. Os dois tinham uma vida boêmia, problemas relacionados aos "pileques". Enfim foram grandes escritores da literatura norte-americana nos anos 20 e davam seus passeios em Paris.

Gertrude Stein




Gertrude Stein foi uma escritora, poeta e feminista estadunidense. Tinha um apreciável círculo de amigos, como Pablo Picasso, Matisse, Georges Braque, Derain, Juan Gris, Apollinaire, Francis Picabia, Ezra Pound, Ernest Hemingway e James Joyce, isso apenas pra citar alguns. Sua casa era um centro de encontro desses grandes artistas. No filme retrata muito bem como era sua vida e achei que a atriz representou muito bem, além de parecer muito com ela. Hemingway fala muito dela no seu livro.


Livraria Shakespeare and Company





A primeira Livraria Shakespeare and Company pertenceu à norte-americana Sylvia Beach e funcionava em outro endereço. Mas o mais interessante desse local é que a dona abrigava aspirante a escritores; jovens que iam a Paris em busca da fama, e chegavam sem dinheiro para aluguel e comida. Na livraria podiam dormir, ler e escrever em troca de serviços.




Não foram poucas as mentes geniais que se encontravam por lá, e usavam as dependências para escrever, entre as principais estão: Ezra Pound, James Joyce, Gertrude Stein, Ford Madox Ford e Ernest Hemingway, este que usou a livraria como pano de fundo em parte do seu livro Paris é Uma Festa.

A Nova Shakespeare and Company

Durante a Segunda Guerra , em 1941, Sylvia teve que fechar a livraria, mas quando morreu deixou um grande acervo de livros para o amigo George Whitman que então mudou o nome de sua livraria também para Shakespeare and Company em 1964.
Esta funciona até hoje e agora é administrada pela filha de George; Sylvia Beach Whitman (ele deu o nome da antiga dona da livraria à sua filha).
A nova Shakespeare and Company também recebeu importantes nomes da literatura já que era frequentada por toda a geração beat que morou em Paris como Allen Ginsberh, William S. Burroughs, Jack Kerouac e Anaïs Nin.
Mas isso não ficou no passado, hoje você pode comprar, sentar, ler, deitar na cama, ou digitar na antiga maquina de escrever que ficou por lá. Também pode se hospedar num dos 13 leitos que estão disponíveis em troca de ajuda na livraria.
Hoje a livraria vive em plena atividade, com festivais, encontros de escritores, leitura de poesia, oficinas e domingos de chá.
(Fonte das informações da livraria: aquelelugar.com.br)




Filme Meia Noite em Paris






Acredito que minha paixão pelo filme veio da minha identificação com o personagem Gil Pender, apaixonado por escrever, por literatura e por coisas antigas, ele quer ir a Paris, mas não a atual, a Paris dos anos 20. Ama músicas antigas (Cole Porter por exemplo) é um retrô assumido. Sou fascinada por filmes que dá esse poder ao personagem - viagem no tempo... E para Gil isso se torna possível. No mais, amo tudo mesmo nesse filme: os personagens, as músicas, as imagens, o enredo, etc. Não é à toa que vejo sempre e nunca enjoo. Posso dizer com segurança que é meu filme preferido... Recomendo a todos de bom gosto nesse planeta!

Bom é isso, para quem não conhece, leiam o livro e vejam o filme, é imperdível! 
Até mais!




2 comentários:

  1. As obras que refere são todas de leitura obrigatória para quem se interessa por literatura. O Hemingway tem outros livros que vale a pena ler. Por Quem os Sinos Dobram, por exemplo, que também deu origem a um filme.
    Gostei muito do seu post, é muito rico e bem elaborado.
    Larissa, um bom fim de semana.
    Beijo.

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  2. Olá Jaime, concordo com você! Quero ler mais obras de Hemingway, obrigada pela dica, posso começar por essa!
    Que bom que gostou! Fico feliz!
    Grande abraço, maravilhoso fim de semana !!!

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