terça-feira, 12 de abril de 2016

# Biografia # Literatura

Cora Coralina






Quem nunca ouviu falar da escritora brasileira Cora Coralina? Todo mundo já! Mas será que todo mundo conhece sua história e sua obra? Eu conhecia só de nome e por algumas frases muito bonitas que eu via assinadas por ela. Como essa:





Eu sabia que era uma senhora muito sábia e que escrevia poemas, mas não sabia que era uma pessoa extremamente sofrida e que só começou a escrever muito tarde e sua poesia faz muito sucesso. Há muita sabedoria em seus versos, já aprendi muito com eles. Lembro de ter lido um livro dela em 2013 e depois outro o ano passado e sempre fiquei encantada. Vamos conhecer sua vida?

Vida e Obra

Cora Coralina nasceu na Cidade de Goiás em 20 de agosto de 1889. Em 1905, quando estava com dezesseis anos de idade, enviou uma crônica de sua autoria para o jornal “Tribuna Espírita”, da cidade do Rio de Janeiro, sendo essa sua primeira publicação. Em 1908, aos dezenove anos, criou, com a ajuda de duas amigas, o jornal de poemas femininos “A Rosa”. Seu primeiro conto, “Tragédia na Roça”, foi publicado em 1910 no “Anuário Histórico e Geográfico do Estado de Goiás”. Ficou conhecida por ter ingressado tardiamente no mundo das letras, mas as datas que citamos ajudam a desmistificar essa ideia. Cora começou cedo, porém o reconhecimento chegou quando já era uma senhora de setenta anos. Passou a maior parte de sua vida no estado de São Paulo, lugar onde nasceu seus seis filhos, registrando passagens por Jaboticabal, Penápolis, Andradina e a própria cidade de São Paulo. Regressou para a cidade de Goiás já idosa e viúva, retornando para a Velha Casa da Ponte sobre o Rio Vermelho, residência ancestral de sua família.

Poemas dos Becos de Goiás e estórias mais, seu primeiro livro, foi publicado pela Editora José Olympio em 1965. O livro foi enviado por Cora para vários escritores, tendo sido Drummond um deles, e foi justamente pelas mãos do poeta que a figura da escritora ganhou projeção nacional. Drummond louvou a personagem idosa que escrevia versos singelos, sem muito adentrar as particularidades da escrita de Cora. Construiu-se então um mito, a figura da velhinha que começara a escrever tardiamente, cuja obra poucas vezes ganhou a devida atenção da crítica literária. Ao conferirmos seus depoimentos (existem entrevistas em vídeo da poeta), podemos notar a firmeza que suplantava a ideia de velhinha frágil tão amplamente difundida.

Cora Coralina faleceu em Goiânia em 10 de abril de 1985. Após sua morte, a Velha Casa da Ponte foi transformada no Museu de Cora Coralina, que guarda diversos de seus manuscritos, livros, objetos pessoais e as correspondências trocadas durante anos com o amigo Carlos Drummond de Andrade. Cora escreveu sobre seu próprio tempo e sobre um tempo futuro, pois dizia escrever para as gerações vindouras. Deve ser vista muito além da figura mítica que para ela foi criada e, por isso, merece nosso interesse e leitura.

O Museu


Construída no século 18 para abrigar os “recebedores do Quinto Real”, a antiga residência da poetisa foi adquirida pelo trisavô de Cora, o sargento-mor João José do Couto Guimarães, em 1825. E nunca mais deixou de ser da família.

“Nasci nesta velha Cidade de Goiás no século passado e tenho comigo todas as idades”, costumava afirmar, orgulhosa.

O casarão branco de janelas retangulares, bordeados por madeira, resiste no tempo como a poesia de palavras incentivadoras de Cora. Mesmo após a enchente que afetou essa e outras construções da Cidade de Goiás, em 2001, a casa seguiu de pé, ainda que arquivo e estruturas tiveram que passar por restauros.




Vista da fachada do Museu Casa de Cora Coralina, na Cidade de Goiás (foto: Eduardo Vessoni)




Cozinha de Cora Coralina



Detalhes da cozinha



Sala



Detalhe de um dos documentos arquivados


Uma das peças mais emocionantes em exposição é a carta original que o poeta mineiro Carlos Drummond de Andrade enviou a Cora, em 1979, cujos óculos pretos arredondados repousam sobre o papel branco em que o cronista de Itabira escrevera “Ah, você me dá saudades de Minas, tão irmã de Goiás. Dá alegria na gente saber que existe bem no coração do Brasil um ser chamado Cora Coralina”.

Carta do poeta Drummond a Cora Coralina (foto: Eduardo Vessoni)



Sala 



Quarto de Cora Coralina



Vale a pena ir lá um dia desses né?! Muito interessante. Agora deixo aqui meus poemas favoritos da escritora.





                                

Vamos aprender com essa sábia escritora!



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