segunda-feira, 18 de abril de 2016

Nossa velha infância...

Memórias da infância :
Momento nostalgia total





Lembrando de fatos inesquecíveis da minha infância (imagina se não sou nostálgica né?) rsrs. Na verdade, é que me sinto privilegiada de ter tido uma infância tão bem vivida, não ter perdido nada dela. Vou contar o porquê. A minha infância foi os anos 90 e início dos anos 2000, ou seja, ela acabou mais ou menos em 2005, aí penso que começou minha adolescência. Então nessa época toda não existia (Graças a Deus!) celulares, computadores, tablets, etc. Pelo menos nem na minha casa, nem na casa de meus primos, amigos e coleguinhas. Pois essas coisas estão estragando a infância e a criatividade das crianças de hoje em dia, pois estão perdendo o que há de melhor. Bom, vou contar detalhadamente como foi essa minha infância, porque hoje estou muito empolgada mesmo para escrever! Vamos lá!

1° etapa (1 a 10 anos)
Nos primeiros anos da minha infância  tive a alegria de morar na roça com meus pais, tios e primos, e lá eu brincava muito mesmo com eles e com meu velotrol (que eu chamava de tonquinha, não sei porque, rsrs). Depois, mudamos para uma casa aqui na minha cidade mesmo, que tinha um quintal enorme para brincar e também umas vizinhas mais velhas que adoravam brincar comigo e com meu irmão. Essa fase durou até meus 6 anos mais ou menos.
Depois que mudamos para outra casa, em outro bairro, começamos a morar numa casa no fundo da casa da minha avó paterna, que morava com ela uma tia e um tio meu. Isso eu já tinha uns 6 para 7 anos e lá eu me divertia muito, pois meu tio nos ensinava a dançar rock dos anos 60 (tinha uma fita só com essas músicas), e também Mamonas Assassinas. Minha tia tinha um amigo chamado Dênis que sempre ia lá e lembro que adorava brincar com ele, eu não conhecia as crianças da rua porque o bairro não era muito confiável e minha mãe nos privava da rua, o que acho bom hoje. Mas em compensação a casa da minha vó sempre estava cheia de visitas: meus bisavôs (que hoje descansam em paz) iam muito lá e também tios e primos, e eu vivia lá, muito mais para ouvir conversas sérias de adultos que para brincar, é que eles eram muito divertidos, rsrs. Durante toda essa época a nossa família enorme materna, era muito unida, íamos muito para a roça, para a casa da minha avó no dia das mães, no dia dos pais, etc. E isso sem contar as vezes que reuniam na casa um do outro quase todo fim de semana, nas copas do mundo, no Natal e nas viradas dos anos, ou seja: sempre! E nós: os filhos dos oito filhos da minha avó materna, que éramos uma quantidade muito significativa, estávamos sempre unidos para brincar de : duro ou mole, pega-pega, esconde-esconde, elefantinho-colorido, alerta, rouba-bandeira, gato-mia, sanduíche, queimada, piscina, cobra-cega, corre-cutia, etc. E lembro que ia sempre para a casa das minhas primas assistir filmes e também a novela "Chiquititas", cada uma era uma, eu era a "MILI"(Fernanda Souza) hahaha. Eu tinha muitos brinquedos, tínhamos video-game e jogávamos muito mesmo com meus primos. Meu sonho era zerar o Mário World :(pobre criança) depois de muitos anos que consegui, pois não sabia passar a bendita fase "Tubular" do mundo especial. Amava brincar de boneca, de barbie e de tudo o que se possa imaginar. Essa época durou até meus 10 anos e agora vou começar a contar a segunda etapa.

2° etapa ( 10 a 15 anos)
Mudamos enfim, para a nossa casa atual que era na época um lugar estratégico para qualquer criança ser realmente feliz. Como o bairro era novo, tinha pouquíssimas casas e muita natureza, ruas de terra, campinho para jogar bola, ribeirãozinho, etc. Perfeito né? E não demorou muito para mudar crianças para brincarmos e eram muitas. Na frente de casa mudaram duas meninas e do lado dois meninos, na rua debaixo um menino e uma menina e lá no fim da rua tinha mais duas meninas. Tinha também um vizinho um pouco mais velho que também se juntava à turma de vez em quando, o que era muito divertido. Para ajudar mais ainda, adorei a escola nova e rapidamente tinha muitos amigos na região. Então todos nós brincávamos muito mesmo de todas as brincadeiras que já falei, incluido muitas novas: polícia-ladrão, caça-tesouros, escolinha, carrocinha, casinha da árvore, trolinho, skate, pipa, girar pião, bicicleta (nessa época que aprendi a andar) e muito mais, já que vou explicar de maneira especial sobre a casinha da árvore e a carrocinha. Sobre a vizinhança, éramos tão unidos, que quase todo os anos passávamos a virada juntos, o que não faltava era: amigo secreto, dança da vassoura, muito forró mesmo e muita diversão. Bom, acho que falei sobre tudo, agora vou escrever tópicos especiais e específicos.



O QUARTETO
Eu, minha prima, meu primo e meu irmão, durante muitos anos de nossa infância, formávamos um "quarteto". Era uma espécie de tratado de amizade profunda, tipo, "unidos para sempre". Tudo contávamos um para o outro, jogávamos video game juntos, descobríamos muitas coisas juntos e vou contar o que eu lembro aqui.
  • Lembro que tínhamos muitas brincadeiras criativas, tais como observar o espaço com um telescópio, cavar cupinzeiros procurando a rainha (um dia achamos!), criar maquetes de assuntos interessantes: lembro de uma caixa que meu primo fez que chamava CINEMA, que tinha uma lâmpada dentro e algo que se projetava no fundo, ele é um gênio né? rsrs. Sempre que tinha personagens de desenhos que gostávamos, cada um era um, e tinha uma ordem bem democrática para isso. Cada um tinha uma música que um fez para o outro. Brincávamos de muita coisa: tazzo, kinder-ovo, de missa, gato-mia etc. Eu ia posar na casa da minha prima, ela e meu primo vinham posar aqui e meu irmão ia posar na casa do meu primo. E todos os aniversários comemorávamos juntos, porque minha prima e meu primo nasceram dia 10 e eu dia 11, do mesmo mês! Só meu irmão que era em outro mês. Lembro que cantavam parabéns para eles e depois da meia-noite era a minha vez...
  • Só que teve um dia que o quarteto acabou: minha prima que era dois anos mais velha que eu, e quatro anos mais velha que meu irmão e meu primo, entrou na fase da adolescência mais cedo que nós e marcou uma reunião com a gente na casa da minha vó e conversou com a gente explicando sobre essa fase nova que ela estava entrando, que não tinha mais idade para isso e queria se despedir do quarteto (nós falávamos quateto) e então foi tão triste, parecia uma cerimônia fúnebre e então com a despedida dela paramos de falar sobre isso e tocamos nossa vida normal. (kkkkk hoje isso é cômico né!) Depois de muito tempo reuníamos ainda, pouco antes de minha prima começar a arrumar namorados, nós gostávamos de assistir Clip Mania! rsrsrs.

A ROÇA DA TIA BERNADETE
  • Lembra da roça que morei nos meus primeiros anos de vida? Pois é, é a roça da minha tia Bernadete, que além dos meus dois primos que brincavam comigo, vieram mais três primas muito queridas que tenho que falar de tudo delas e da roça com uma atenção maior. Nessa roça íamos sempre, a casa da minha tia ficava cheia mesmo de gente e todo mundo dormia lá, era bom demais. De noite meu pai contava histórias de terror pra todo mundo e nós adorávamos ouvir (só não valia ter medo de noite). Sempre que íamos lá, brincávamos de escorregar com o papelão na grama, íamos chupar laranja nas árvores, passeávamos e subíamos o grande morro e ficávamos observando a vista linda da natureza e das casas espalhadas no mato. 
  • Depois que o quarteto acabou, eu e essas minhas primas vivíamos grudadas pois nossas idades eram mais próximas, mas eu era a mais velha. Depois de mais grandinha, ia lá passar até uma semana inteira, nós gostávamos de cantar e dançar as coreografias da dupla Sandy e Junior (que éramos muito fãs mesmo!) Lembro com particularidade da gente dançando na enorme área da casa, a música "A gente dá certo" do disco de 2001, eu sabia a coreografia perfeitamente, rsrs. Lembro também que eu inventava muita história comigo e com elas, contava e a gente se divertia muito. Elas vinham muito aqui em casa também, compartilhávamos segredos, saíamos muito e adorávamos assistir o seriado Sandy e Junior.

A CASINHA DA ÁRVORE 
Esse assunto tinha que ser tratado separadamente porque foi um dos melhores acontecimentos da minha vida. O pai da minha vizinha que morava no fim da rua, era marceneiro, olhando a gente brincar teve uma queda de caridade por nós: resolveu construir para gente brincar, uma casinha na árvore que ficava do lado da casa dele! Claro, que a casinha que está na foto desse post é bem mais sofisticada, não tem nada a ver com nossa casinha. A nossa não tinha teto, nem parede, era um cercadinho de madeira, mas tinha chão bem bonitinho, e uma vez pintamos ela de verde e amarelo na copa de 2002 (que o Brasil foi PENTA né?) rsrs. Mas eu amava nossa casinha, lá brincávamos de escolinha, de tudo qaunto é brincadeira, reuníamos para conversar, para rir, fazer piquenique e para tudo o que tinha direito. E para completar nossa felicidade, esse pai da minha vizinha construiu também para nós uma carrocinha de madeira! (Que homem caridoso né?...) Cabia no máximo três crianças e uma ou duas tinha que carregar, puxar a carroça. Claro que ás vezes, quem estava puxando, ou não comia feijão ou tinha maldade no coração (isso só Deus sabe) kkkk... largava a carrocinha e todo mundo caía para trás: era o momento trágico da brincadeira, tinha choro, briga, rixa, o bicho pegava mesmo! (hahaha). Mas enfim, nem tudo é perfeito, e realmente não temos do que reclamar, pois tínhamos tudo pra brincar e hoje sinto muito realizada por ter tido tanta coisa pra brincar e divertir.

Bom, acho que contei tudo o que eu queria contar, se você leu tudo até aqui, parabéns pela paciência, porque sou uma tagarela, fala sério, mas adorei a experiência de contar tudo isso. Se você também tem coisa legal para contar da infância, conta aí nos comentários, muito bom compartilhar essas coisas. e volte sempre à minha humilde literaturinha, abraços!


Vai aí uma montagem de fotos da minha infância, para ilustrar tudo o que eu disse:


😄❤👧👦



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