sexta-feira, 29 de maio de 2015

Peça Teatral - O Filho Pródigo




Personagens:

  •         Pai
  •         Luiz
  •         Abner
  •         Amigos do mundo

 Narrador: A história que vou contar para vocês é de uma família que era muito feliz. Abner e Luiz eram dois filhos maravilhosos que sempre orgulhavam os pais. Abner era um moço responsável que levava a sério o seu trabalho, tomava conta dos negócios da família junto com seu pai. Luiz ajudava sua mãe com os trabalhos na casa. Só que... Nem tudo são flores! Um dia a mãe partiu por uma grave doença deixando todos em grande tristeza. Abner ficou do lado do pai enquanto Luiz decepcionado pela perda da mãe resolve fugir e pede a seu pai a sua herança:

CENA I
(Pai e Luiz)
Luiz - Pai, eu não suporto mais essa situação, me de minha herança que quero aproveitar minha vida enquanto ainda posso. Se eu ficar aqui vou morrer de tristeza.
Pai – Filho, o mundo lá fora é perdição. A vida nos apresenta sofrimentos, mais Deus está conosco e nos consola.
Luiz- Não dá pai. Quero ser feliz, e aqui nunca serei. Só quero minha herança, prometo nunca mais incomodá-lo.
Pai - Tudo bem filho, mais um dia você lembra-se do que eu disse, e lembre-se sempre que estarei de braços abertos te esperando.

Narrador: E assim Luiz fugiu deixando seu pai e seu irmão Abner que não conseguiram impedir essa decisão de Luiz. Ele fugiu, gastou tudo e lhe restou só o pecado:


CENA III
(Luiz e amigos)
Luiz – E aí, galera, eu estou cheio da grana!
Amigos – (Comemoram e dão risada)
Luiz – Vamos pra balada e tomar goro!
Amigos – (Saem com Luiz em comemoração)

CENA IV
(Luiz e amigos)
Amigo 1 – E aí cara, a gente quer mais goró, acabou nosso estoque!
Luiz – (mexendo nos bolsos não encontra nada) Não tenho mais gente, acabou todo meu dinheiro!
Amigo 2 – Como assim? Você não era cheio da grana, cara? Está enganando a gente!
Luiz – Então cara... O dinheiro era a minha herança! Acabou não tenho mais nada! Mais espera... Eu sustentei o vício de vocês durante todo esse tempo, vocês vão me sustentar agora!
Amigos – Não... (risos)
Luiz – Vocês não são meus amigos mais?
Amigos– Amigos, amigos... Negócios à parte! (risos) e saem deixando ele sozinho.

Narrador: Luiz se sentiu perdido, isolado e frustrado em seus ideais. Ele pensava que era feliz porque tinha dinheiro e fazia tudo o que tinha vontade. Mais diante de tudo isso percebeu que amigos mesmo eram a sua família. Que na sua casa jamais seria caçoado. Lembrou que seu pai prometeu que estaria esperando de braços abertos. Sentiu-se indigno mais resolveu voltar, pois como não tinha dinheiro não tinha mais pra onde ir.Quando Luiz volta...

CENA V
(Pai, Luiz e Abner no fundo)
Pai – Filho, você voltou! (corre e dá um abraço enquanto Abner fica no canto com cara consternada com a volta do irmão)
Luiz – Pai, eu quero lhe pedir perdão, eu desobedeci ao senhor e só encontrei pecado e amarguras.  Perdão meu pai! (se ajoelha)
Pai – Olha meu filho, calma, calma... Está perdoado sim! Olha, vem aqui, sente-se aqui. Vamos conversar. O que houve, não deu certos seus planos?
Luiz – Olha pai, usei drogas, sustentei dois amigos drogados que pensei que fossem meus amigos, mais quando acabou meu dinheiro e eles me deixaram! Tive namoros desregrados e ninguém de deu valor em mim. Definitivamente: Quero ficar longe de tudo isso. Nada disso me trouxe felicidade! Acolhe-me pai, me perdoa!
Pai – Ô filho, acalme-se. Não foi certo isso que você fez de fugir com a herança. Olha só: Um pecado leva  ao outro. Nada disso lhe trouxe felicidade. Mas, olha, não é pra mim que você deve pedir perdão, é pra Deus. Seu corpo é templo de Deus, você deve-se cuidar, filho. O pecado nos destrói. Sinta-se acolhido. Nós vamos te ajudar nessa recuperação.
(OUVINDO ISSO ABNER ENTRA EM CENA)
Abner – Nós vamos te ajudar? Esse rapazinho fugiu com todo o dinheiro, esbanjou na vida enquanto eu fiquei aqui te ajudando só trabalho em cima de trabalho... Eu não ajudo em nada!
Pai – Abner, pelo amor de Deus! O Luiz passou por momentos horríveis por causa de suas escolhas erradas. Mas se ele se arrependeu nós temos que perdoar! Lembra que Jesus disse que devemos perdoar setenta vezes sete?
Luiz – Chega pai, não quero ouvir mais nada! (e sai)
Pai – Está vendo o que a inveja faz? O que seu irmão vai fazer agora? Ai meu Deus, nós temos que acolher ele filho! A maneira que você julga é a mesma que você vai ser julgado!

Narrador: Depois disso tudo Luiz saiu de casa novamente. O pai achou melhor deixar Abner refletir. Ao participar de um retiro, Abner sentiu o amor de Deus e percebeu o quanto estava sendo egoísta. Resolveu acolher o irmão, mais desanimou, pois não sabia onde o irmão foi e imaginou que não voltaria de novo e que a culpa era sua.

CENA VI
(Pai e Abner)
Abner – Pai, você estava certo. Deus me disse em meu coração o quanto eu estava errado. Quero muito que Luiz volte.
(NESSE MOMENTO LUIZ ENTRA)
Abner – Luiz! Que bom que você voltou! Graças a Deus. Olha, preciso te falar: Participei de um retiro de oração e fui muito tocado por Deus. Ele me mostrou que eu estava errado em não te perdoar, pois sou pecador também! Você me perdoa?
Luiz – Claro que sim... Eu entendo o que sentiu. É injusto mesmo eu voltar e ser acolhido tão bem depois de tudo que fiz.
Pai – Essa é a filosofia de Deus. Nos aceita depois de fazermos tudo errado. Mandou seu filho pra morrer por nossos pecados. Somos caros. Nós valemos o sangue de Cristo. Mais que lindo ver tudo isso. Rezei tanto pra vocês se perdoarem!

Narrador: E assim o perdão entrou naquela casa e a felicidade, a paz e a alegria fizeram parte daquele lar novamente. Deus fez a restauração completa daquela família. Deu uma nova chance a Luiz a ao Abner também, como dá a mim e a você! À medida que você perdoar, você será perdoado, o perdão é o primeiro passo para nossa felicidade.


FIM

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