quinta-feira, 16 de julho de 2015

Peça Teatral - A Filha Pródiga




Narradora: A história que vou contar para vocês é de uma família que era muito feliz. Pérola e Rubi eram duas filhas maravilhosas que sempre orgulhavam os pais. Pérola era uma moça esforçada, que levava muito a sério o trabalho, tomava conta dos negócios da família com seu pai. Rubi ajudava sua mãe nos trabalhos de casa. Só que... Nem tudo são flores! Um dia o pai faleceu por uma grave doença e deixou a herança repartida entre as filhas e sua esposa. Com todo aquele dinheiro, Rubi não resistiu e fugiu com seu namorado. Ela foi para o mundo, gastou tudo e lhe restou só o pecado!

CENA I (Rubi e namorado)
Rubi: Amor, eu tenho uma coisa pra te contar...
Namorado: Pode falar!
Rubi: Estou grávida.
Namorado: Grávida? Não é possível! A gente usou camisinha!
Rubi: Pois é, não é 100% seguro. A gente sabia disso, e o pior é que eu já gastei toda a minha herança...
Namorado: Ah, só tem uma solução então... Tira essa criança!
Rubi: O que? Você está ficando maluco? O nosso filho!
Namorado: Eu tenho minha vida toda pela frente, você também! Quer estragar nossa vida com essa criança, estrague a sua então. Pensa bem: Ou ela, ou eu!
Rubi: Está bem, beleza! É assim então? Seu ingrato! Depois de tudo o que eu fiz por você! Você ainda vai se arrepender disso! Está tudo acabado, nunca mais quero te ver!
Narradora: Quando Rubi volta...

CENA II (Mãe e Rubi)
Mãe: Filha, você voltou!
Rubi: Mãe, eu voltei, eu estou muito mal, muito triste...
Mãe: O que aconteceu? Achei que você nunca mais ia voltar, pensei que eu tinha te perdido! Não deram certo então os seus planos?
Rubi: Mãe, eu pequei grave, mas estou muito arrependida!
Mãe: Filha, todo mundo peca... Mais o importante é se arrepender!
Rubi: Mais mãe, eu estou grávida!
Mãe: Grávida?
Rubi: Sim... Estou esperando uma criança. E o pior é que o meu namorado queria que eu fizesse aborto, mais eu não aceitei. Por isso voltei. Pode me colocar para trabalhar. Não mereço mais ser chamada sua filha. Eu estou muito arrependida, mãe, me perdoa!
(SE ABRAÇAM)
Mãe: Ô filha, não foi certo isso que você fez de fugir com a herança... Olha só: Um pecado leva o outro. E pecar contra a castidade é uma coisa muito grave... Mas não é pra mim que você tem que pedir perdão, é para Deus. Seu corpo é templo do Espírito Santo, não pode mais agir assim! Mas se arrependeu deve confessar e daí vai conseguir sair dessa depressão. E deve criar esse meu netinho... Não se preocupe, nós vamos te ajudar...
(PÉROLA ENTRA NA CENA)
Pérola: O que? Nós vamos ajudar? Ela sai por aí gastando tudo, peca, volta grávida, sem ter onde cair morta e você ainda diz que nós vamos ajudar? Eu não ajudo em nada!
Mãe: Pelo amor de Deus Pérola! A Rubi passou por momentos muito difíceis por causa dessas escolhas erradas! Mas ela se arrependeu e nós temos que perdoar! Lembra que Jesus nos disse que devemos perdoar até 70x7?
Rubi: Chega mãe, não quero ouvir mais nada!
(RUBI SAI DE CENA)
Mãe: Está vedo? Olha o que o pecado faz! O que a sua irmã vai fazer agora? Ai, meu Deus... A gente tem que acolher ela, filha! A maneira que você julga é a mesma que você será julgada!
Narradora: Saindo de sua casa, encontrou uma amiga que conheceu no mundo:

CENA III (Rubi e Safira)
Rubi: Safira... Amiga! Não sei o que fazer... Estou grávida, sem dinheiro e minha irmã não me quer de volta em casa... Eu não quero voltar lá, eu sei que ela deve estar me odiando! Mas e agora? Como é que eu vou me sustentar? E a criança?
Safira: Olha, existem maneiras muito fáceis de ganhar dinheiro! Chega de se humilhar! Seja independente!
Rubi: O que você está querendo dizer? Que eu passe a me prostituir???
Safira: Claro! Você pode ganhar muito dinheiro sua boba! Seja livre, fique livre de sua família. E mais: Aborta esse filho! Pra que estragar sua vida?
Rubi: Não! Meu corpo é templo do Espírito Santo! Minha mãe me disse isso e ela tem razão! CHEGA! Pensei que você iria me ajudar, Safira. Mas não, você é igual ao meu namorado. Não, não tenho o direito de tirar a vida de alguém indefeso, não tenho mo direito de interromper uma alma que Deus quer. Quem sou eu para matar meu próprio filho? Eu seria uma assassina. Se eu estou grávida tenho que arcar com minhas conseqüências que eu mesma busquei. Chega desse mundo imundo! Eu quero me confessar! Quero voltar para casa, vou conseguir o perdão de minha irmã!

(CENA CONFISSÃO)

Narradora: Após ter se confessado, Rubi se sentiu uma nova criatura! Seu coração se encheu de alegria. Através da Confissão e da Penitência, seu coração encontrou com Jesus. A o chegar a casa encontrou uma surpresa:

CENA IV (Pérola e Rubi)
Pérola: Rubi, você voltou! Graças a Deus! Preciso te contar uma coisa: Sabia que eu fui a um grupo de oração? Recebi a palavra de Deus e quando rezaram por mim, me disseram que eu precisava muito perdoar alguém! Compreendi que Deus queria que eu te perdoasse e que isso me traria muita paz e alegria!
Rubi: Então você me perdoa?
Pérola: Claro que sim! (SE ABRAÇAM) Deus vai me perdoar, na mesma medida que eu perdoar! Amo você minha irmã, pode contar comigo para criar esse meu sobrinho!
Mãe: Que lindo... Eu não acredito que estou ouvindo isso! Eu rezei tanto para você perdoar ela! Deus agiu no seu coração! (SE ABRAÇAM)
Rubi: Vai nascer!
Mãe: Vamos para o hospital!
(TODOS CORREM E VOLTAM COM O BEBÊ)
Narradora: E assim, o perdão entrou naquela casa e a felicidade, a paz e a alegria fizeram parte daquele lar novamente. Através daquela família, o pai da criança se converteu e a amiga de Rubi também... Deus fez a restauração completa. Ele restaurou a vida daquela jovem quando ela achava que estava tudo perdido...
O Senhor deu a ela uma nova chance de viver, assim como dá a mim e a você! À medida que você perdoar, você será perdoado... O perdão é o primeiro passo para a felicidade!   




FIM

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